Dunkirk de Christopher Nolan


Dunkirk foi o filme escolhido para ir ao cinema após o nascimento da minha filha.

Dunquerque é uma cidade costeira francesa onde cerca de 400 000 soldados foram encurralados pelas tropas alemãs em 1940.  Estava previsto conseguir evacuar 45 000 em dois dias. No final foram evacuados cerca de 338 000 graças ao apoio dos civis.

O realismo atingido nos dias de hoje é impressionante. Parece que participamos na acção. Conseguimos ficar apavorados.

A acção é vista de 3 formas distintas (ar, mar e terra). Não temos um herói. Temos homens que lutam pela sobrevivência. Os diálogos são substituídos por imagens.

Nolan dispensa apresentações. Defensor do Imax em contraponto do 3D. Penso que será um óptimo filme para ver nesse formato.

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Placebo no Coliseu de Lisboa 2017


Placebo tinham 20 anos da última vez que passaram pelo Coliseu.  Agora é “Placebo” álbum homónimo que faz  20 anos. Ser baterista nos Placebo não é fácil. Robert Schultzberg (1996), Steve Hewitt (1997-2007) e Steve Forrest (2008-2015). Actualmente só o duo inicial se mantém (Brian Molko e Stefan Olsdal).

Apesar de se tratar de uma tour que revisita o passado, existem novidades. “Jesus’s Son” do E.P. “Life’s What You Make It” (2016). Podemos ouvir música nova com qualidade. Não há revolução, existe apenas uma boa música com assinatura própria.

Apesar de se tratar de uma tour que revisita o passado, existem novidades. “Jesus’s Son” do E.P. “Life’s What You Make It” (2016). Podemos ouvir música nova com qualidade. Não há revolução, existe apenas uma boa música com assinatura própria.

Foram 2 horas realmente muito boas. Abertura com “Every You Every Me” em video. A intensidade foi crescendo com o decorrer do espectaculo. “Protect Me from What I Want”, “Without You I’m Nothing” (tributo a David Bowie) antecederam “Special K” “The Bitter End”. “36 Degrees” com um novo arranjo tornou-se demasiado lenta.

“Nancy Boy” e “Infra-red” estiveram no primeiro encore. A cover “Running up that hill” de Kate Bush volta a tema de encerramento. Curiosamente desta vez soou muito melhor. Um grande final sem dúvida. Faltaram outras 20 músicas, mas é difícil pedir mais.

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La La Land – Melodia de Amor de Damien Chazelle


lalalandLa la Land já está na história pelo episódio da noite dos óscares (teve o prémio de melhor filme durante uns breves minutos).

O musical voltou ao grande ecran. Mia (Emma Stone), trabalha numa cafetaria de um estúdio de cinema de Hollywood. O seu sonho é ser actriz. Sebastian (Ryan Gosling) é um músico que adora Jazz. O Jazz de Sebastian está a morrer.

O enredo para uma história de amor está montado.  A coreografia inicial no meio do trânsito, é o momento musical.

Ambos são bons actores, mas Ryan Gosling não está mesmo vocacionado para cantar. A interpretação de Emma Stone valeu-lhe o óscar para melhor actriz.

Um filme com inúmeros prémios (Golden Globes e BAFTA Awards). As expectativas para os óscares eram grandes. Dos 6 que ganhou destacam-se o de melhor realizador (Damien Chazelle) e o de melhor actriz.

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Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children – A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares de Tim Burton


peculiaresO mundo fantástico criado por Ransom Riggs trouxe-nos Tim Burton de volta ao seu habitat natural.

Jake (Asa Butterfield) acaba de perder o seu avô de uma forma muito estranha. Antes de morrer diz-lhe que tem de ir a uma ilha do País de Gales onde encontrará respostas.

Viaja com o seu pai até a ilha. Encontra o lar relatado pelo seu avô Abe (Terence Stamp) completamente destruído. Surpreende-se com a veracidade das histórias que o ajudaram a dormir na infância.

A imaginação e a fantasia estão bem presentes. O desenrolar da história é que não surpreende. Está focado num público mais adolescente. De Tim Burton esperamos sempre mais.

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10º Nos Alive – dia 2


Nos Alive_072016-65Radiohead regressam ao mesmo palco após 4 anos. O bilhete diário esgotou num ápice. Esta edição teve 55 mil pessoas por dia. Além dos concertos, temos que juntar a ida a casa de banho no nosso horário. O Túnel de Algés não é seguro para tanta gente. A viagem a pé pelo viaduto pode ser um sacrifico doloroso no fim da noite. A dificuldade de circulação entre palcos, leva a que alguns concertos sejam sacrificados. Perde-se a grande essência de um festival.

Nos Alive_072016-138Courtney Barnett, tem  apenas um álbum editado ‘sometimes i sit and think, and sometimes i just sit’, mas já figura nos melhores de 2015. ‘Pedestrian at Best’ e ‘Dead Fox’ têm direito a acompanhamento. Apesar da pouca interação com o público ele retribui.  Fruto da juventude. Não houve tempo para ver os Foals.

Tame Impala tornaram o seu rock psicadélico demasiado electrónico com o seu último álbum (‘Currents’). Uma actuação curta (cerca de 1 hora), que não esqueceu os dois primeiros álbuns. Ambiente muito quente. Houve quem não aguentasse a roupa no corpo.

Nos Alive_072016-271Radiohead trazem na bagagem o álbum ‘A Moon Shaped Pool’ editado este ano. O concerto abriu com ‘Burn The Witch’ que serviu também para apresentação do álbum (quem não viu o videoclip animado). Ainda não houve tempo para uma percepção global do mesmo. As músicas por si contagiam o público. Apenas o álbum ‘Amnesiac’ ficou fora do alinhamento. ‘The Bends’ e ‘Ok Computer’ são sem sobram de dúvidas dos seus melhores álbuns. ‘Ideoteque’ e ‘There There’ provaram que o público também pode ser conquistado com outros trabalhos. O ‘melhor’ estava reservado para o fim. O segundo encore trouxe-nos ‘Creep’ e ‘Karma Police’ que antes desta digressão poucas vezes saíram da voz de Thom Yorke. Valeu a pena ficar até ao fim.

Two Door Cinema Club após Radiohead no Heineken é um convite à que as pessoas se vão embora. A multidão não permitiu uma paragem com direito a visita. O sucesso do festival leva a crer que haja poucas mudanças para o futuro.

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World Press Photo 2016


winner world press photo 216A World Press Photo 2016 está de volta ao museu da electicidade. Este fds é a última oportunidade para a poder ver. O museu vai encerrar para obras de 23 de Maio até 28 de Junho.

As tragédias marcam o mundo ano após ano. O drama dos refugiados da Síria e de outras regiões que tentam chegar a Europa é o tema central da exposição.

Mario CruzO drama da escravatura das escolas corânicas no Senegal valeu o primeiro prémio na Categoria Assuntos Contemporâneos para o português  Mário Cruz. Um trabalho a preto e branco que tem tanto de magnifico como de perturbador.

Decorre uma campanha de crowdfunding para a edição de um livro de fotografia que permita alertar o Senegal e outros países para este situação:

 

A edição de 2016 fica marcada pela qualidade. Merece uma visita.

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Les Encombrants Font Leur Cirque do Théâtre La Licorne – 16 FIMFA LX


fimfa lxAs marionetas estão de volta a Lisboa para a 16ª edição do FIMFA LX.

O Théâtre La Licorne traz-nos uma peça com marionetas em tamanho real. A acção passa-se num circo.

Uma família idosa com muitas artroses consegue proezas inimagináveis. Temos um Lova a deus equilibrista, latas de sardinhas a fazer trapézio, etc.

Imaginação a perder de vista. A atmosfera circense envolve-nos. As suas construções são sem sombra de dúvidas um dos pontos altos. Maquinas metálicas, em formas de animais (cavalo, tubarão …) passeiam-se pelo palco com uma agilidade impressionante. Os adultos voltam a ser crianças. A nossa atenção pode desviar-se um pouco para o actor devido ao tamanho real da marioneta.

Este espectáculo esteve apenas 3 dias em cena no Teatro Maria Matos, mas até ao final da semana existem outras oportunidades. Fica aqui o link do festival:

http://fimfalx.blogspot.pt/2016/04/fimfa-lx16.html

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Batman vs Superman: Dawn of Justice – Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça


Batman vs SupemanD.C. pretende alargar o seu Universo. Essa missão está nas mãos de Zack Snyder.

A Marvel já fez vários filmes sobre os Vingadores,  Thor, Homem de Ferrro, Capitão América etc. O fracasso de Green Lantern foi difícil de superar. Christopher Nolan fechou um ciclo com a trilogia do Batman. Super-Homem, o herói de collants e cuecas vermelhas tem que se adaptar aos novos tempos. Man of Steel de Snyder conseguiu-o em parte.

Batman vs Super-Homem tem personagens muito fortes que precisam de espaço para se afirmarem. Voltar à morte dos pais de Bruce Wayne (Ben Affleck) era desnecessário. Lex Luthor (Jesse Eisenberg) sobreviveu a Gene Hackman. Um cientista louco, cheio de humor e com planos muito bem delineados para destruir o extra-terrestre (Super-Homem (Henry Cavill)). Ver os raios vermelhos a sair dos olhos do Super-Homem, juntamente com o final foram boas surpresas.

O aspecto visual é um ponto forte de Snyder. É necessário valorizar mais a história, apesar de David s. Goyer já ter provado o seu valor. Bruce Wayne (Ben Affleck) tão criticado por ser o novo Batman esteve bem. O Batmobile e a batwing são demasiado discretos. Wonder Woman (Gal Godot) promete estar a altura que a precisa Diana merece (filme em nome próprio previsto para 2017).

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The Revenant – O Renascido de Alejandro González Iñárritu


The RevenantO Renascido baseia-se na história verídica do caçador / explorador Hugo Glass (Leonardo Di Caprio). Numa das suas expedições Glass é atacado por um urso que o deixa as portas da morte. Traído por John Fitzgerald (Tom Hardy) é abandonado à sua sorte debaixo de temperaturas negativas. Glass luta pela sobrevivência.

Leonardo Di Caprio encarnou verdadeiramente a sua personagem. Comeu figado cru, dormiu dentro de uma carcaça de uma animal. Um trabalho notável. O seu desempenho pode leva-lo a vencer óscar de melhor actor principal.

Iñárritu é um excelente contador de histórias. A acção está centrada Glass o que nos deixa um pouco limitados. Visualmente bem conseguido. Com uma duração superior a 2 horas pedia-se algo mais. Um ano após a consagração nos óscares com Birdman, está de novo na luta.

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Comic Con Portugal 2015


comicconIMG_4117A comic Con nasceu nos E.U.A. na decada de 70 idealizada por Shel Dorf. Começou como troca de comics. É no ano de 1991 que se fixa no San Diego Convention Center. Os filmes, as séries T.V., os jogos a manga são hoje as personagens principais. É o local ideal para se estar a par das novidades e encontrar os seus actores favoritos.

comicconIMG_4155Foram 53.962 pessoas que visitaram a segunda comic con portuguesa. Um espaço onde os nossos sonhos se tornam realidade. Podemos ser o Darth Vader, soldado imperial, Deadpool, e várias personagens da manga. O foco comercial está bem presente. Para haver um evento destes é preciso receitas.

Brian Azzarelo, Eduardo Risso, Canales, Rubén Pellejero, Miguelanxo Prado, Filipe Melo, Juan Cavia foram algumas das vedetas da banda desenhada. 2 Horas foi o tempo de espera para entrar no Sábado. Não faltou boa disposição. A Levoir e a G Floy tiveram lançamentos coincidentes com a presença dos autores. Faltou a edição portuguesa do Corto Maltese.

O ‘Delorean’ do regresso ao futuro foi uma das atracções. Em ano de novo filme do Star Wars tivemos uma réplica de uma nave ( “Tie Fighter X4”).

Um evento espectacular que junta várias gerações. Esperemos que continue por muitos anos, mesmo que seja no Porto (Exponor). Quem não quer voltar a ser criança. Como quase todos os eventos, existe espaço para algumas melhorias (caixa multibanco, wi-fi, informações do evento no site, etc).

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