10º Nos Alive – dia 2


Nos Alive_072016-65Radiohead regressam ao mesmo palco após 4 anos. O bilhete diário esgotou num ápice. Esta edição teve 55 mil pessoas por dia. Além dos concertos, temos que juntar a ida a casa de banho no nosso horário. O Túnel de Algés não é seguro para tanta gente. A viagem a pé pelo viaduto pode ser um sacrifico doloroso no fim da noite. A dificuldade de circulação entre palcos, leva a que alguns concertos sejam sacrificados. Perde-se a grande essência de um festival.

Nos Alive_072016-138Courtney Barnett, tem  apenas um álbum editado ‘sometimes i sit and think, and sometimes i just sit’, mas já figura nos melhores de 2015. ‘Pedestrian at Best’ e ‘Dead Fox’ têm direito a acompanhamento. Apesar da pouca interação com o público ele retribui.  Fruto da juventude. Não houve tempo para ver os Foals.

Tame Impala tornaram o seu rock psicadélico demasiado electrónico com o seu último álbum (‘Currents’). Uma actuação curta (cerca de 1 hora), que não esqueceu os dois primeiros álbuns. Ambiente muito quente. Houve quem não aguentasse a roupa no corpo.

Nos Alive_072016-271Radiohead trazem na bagagem o álbum ‘A Moon Shaped Pool’ editado este ano. O concerto abriu com ‘Burn The Witch’ que serviu também para apresentação do álbum (quem não viu o videoclip animado). Ainda não houve tempo para uma percepção global do mesmo. As músicas por si contagiam o público. Apenas o álbum ‘Amnesiac’ ficou fora do alinhamento. ‘The Bends’ e ‘Ok Computer’ são sem sobram de dúvidas dos seus melhores álbuns. ‘Ideoteque’ e ‘There There’ provaram que o público também pode ser conquistado com outros trabalhos. O ‘melhor’ estava reservado para o fim. O segundo encore trouxe-nos ‘Creep’ e ‘Karma Police’ que antes desta digressão poucas vezes saíram da voz de Thom Yorke. Valeu a pena ficar até ao fim.

Two Door Cinema Club após Radiohead no Heineken é um convite à que as pessoas se vão embora. A multidão não permitiu uma paragem com direito a visita. O sucesso do festival leva a crer que haja poucas mudanças para o futuro.

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World Press Photo 2016


winner world press photo 216A World Press Photo 2016 está de volta ao museu da electicidade. Este fds é a última oportunidade para a poder ver. O museu vai encerrar para obras de 23 de Maio até 28 de Junho.

As tragédias marcam o mundo ano após ano. O drama dos refugiados da Síria e de outras regiões que tentam chegar a Europa é o tema central da exposição.

Mario CruzO drama da escravatura das escolas corânicas no Senegal valeu o primeiro prémio na Categoria Assuntos Contemporâneos para o português  Mário Cruz. Um trabalho a preto e branco que tem tanto de magnifico como de perturbador.

Decorre uma campanha de crowdfunding para a edição de um livro de fotografia que permita alertar o Senegal e outros países para este situação:

 

A edição de 2016 fica marcada pela qualidade. Merece uma visita.

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Les Encombrants Font Leur Cirque do Théâtre La Licorne – 16 FIMFA LX


fimfa lxAs marionetas estão de volta a Lisboa para a 16ª edição do FIMFA LX.

O Théâtre La Licorne traz-nos uma peça com marionetas em tamanho real. A acção passa-se num circo.

Uma família idosa com muitas artroses consegue proezas inimagináveis. Temos um Lova a deus equilibrista, latas de sardinhas a fazer trapézio, etc.

Imaginação a perder de vista. A atmosfera circense envolve-nos. As suas construções são sem sombra de dúvidas um dos pontos altos. Maquinas metálicas, em formas de animais (cavalo, tubarão …) passeiam-se pelo palco com uma agilidade impressionante. Os adultos voltam a ser crianças. A nossa atenção pode desviar-se um pouco para o actor devido ao tamanho real da marioneta.

Este espectáculo esteve apenas 3 dias em cena no Teatro Maria Matos, mas até ao final da semana existem outras oportunidades. Fica aqui o link do festival:

http://fimfalx.blogspot.pt/2016/04/fimfa-lx16.html

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Batman vs Superman: Dawn of Justice – Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça


Batman vs SupemanD.C. pretende alargar o seu Universo. Essa missão está nas mãos de Zack Snyder.

A Marvel já fez vários filmes sobre os Vingadores,  Thor, Homem de Ferrro, Capitão América etc. O fracasso de Green Lantern foi difícil de superar. Christopher Nolan fechou um ciclo com a trilogia do Batman. Super-Homem, o herói de collants e cuecas vermelhas tem que se adaptar aos novos tempos. Man of Steel de Snyder conseguiu-o em parte.

Batman vs Super-Homem tem personagens muito fortes que precisam de espaço para se afirmarem. Voltar à morte dos pais de Bruce Wayne (Ben Affleck) era desnecessário. Lex Luthor (Jesse Eisenberg) sobreviveu a Gene Hackman. Um cientista louco, cheio de humor e com planos muito bem delineados para destruir o extra-terrestre (Super-Homem (Henry Cavill)). Ver os raios vermelhos a sair dos olhos do Super-Homem, juntamente com o final foram boas surpresas.

O aspecto visual é um ponto forte de Snyder. É necessário valorizar mais a história, apesar de David s. Goyer já ter provado o seu valor. Bruce Wayne (Ben Affleck) tão criticado por ser o novo Batman esteve bem. O Batmobile e a batwing são demasiado discretos. Wonder Woman (Gal Godot) promete estar a altura que a precisa Diana merece (filme em nome próprio previsto para 2017).

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The Revenant – O Renascido de Alejandro González Iñárritu


The RevenantO Renascido baseia-se na história verídica do caçador / explorador Hugo Glass (Leonardo Di Caprio). Numa das suas expedições Glass é atacado por um urso que o deixa as portas da morte. Traído por John Fitzgerald (Tom Hardy) é abandonado à sua sorte debaixo de temperaturas negativas. Glass luta pela sobrevivência.

Leonardo Di Caprio encarnou verdadeiramente a sua personagem. Comeu figado cru, dormiu dentro de uma carcaça de uma animal. Um trabalho notável. O seu desempenho pode leva-lo a vencer óscar de melhor actor principal.

Iñárritu é um excelente contador de histórias. A acção está centrada Glass o que nos deixa um pouco limitados. Visualmente bem conseguido. Com uma duração superior a 2 horas pedia-se algo mais. Um ano após a consagração nos óscares com Birdman, está de novo na luta.

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Comic Con Portugal 2015


comicconIMG_4117A comic Con nasceu nos E.U.A. na decada de 70 idealizada por Shel Dorf. Começou como troca de comics. É no ano de 1991 que se fixa no San Diego Convention Center. Os filmes, as séries T.V., os jogos a manga são hoje as personagens principais. É o local ideal para se estar a par das novidades e encontrar os seus actores favoritos.

comicconIMG_4155Foram 53.962 pessoas que visitaram a segunda comic con portuguesa. Um espaço onde os nossos sonhos se tornam realidade. Podemos ser o Darth Vader, soldado imperial, Deadpool, e várias personagens da manga. O foco comercial está bem presente. Para haver um evento destes é preciso receitas.

Brian Azzarelo, Eduardo Risso, Canales, Rubén Pellejero, Miguelanxo Prado, Filipe Melo, Juan Cavia foram algumas das vedetas da banda desenhada. 2 Horas foi o tempo de espera para entrar no Sábado. Não faltou boa disposição. A Levoir e a G Floy tiveram lançamentos coincidentes com a presença dos autores. Faltou a edição portuguesa do Corto Maltese.

O ‘Delorean’ do regresso ao futuro foi uma das atracções. Em ano de novo filme do Star Wars tivemos uma réplica de uma nave ( “Tie Fighter X4”).

Um evento espectacular que junta várias gerações. Esperemos que continue por muitos anos, mesmo que seja no Porto (Exponor). Quem não quer voltar a ser criança. Como quase todos os eventos, existe espaço para algumas melhorias (caixa multibanco, wi-fi, informações do evento no site, etc).

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Vodafone Mexefest 2015


MexefestO Mexefest começou a Setembro devido ao desconto no preço dos bilhetes. Patrick Watson era um dos nomes anunciados.

No primeiro dia Akua Naru, encheu a estação do Rossio. O jazz hip hop não convenceu.

Charlift no coliseu foi uma agradável noticia. A sua actuação no Optimus Primavera Sound de 2012 deixou saudades. O álbum “Moth” saí no início de 2016. A voz de Caroline Polachek não foi suficiente. Uma actuação para esquecer. Ducktails no Tivoli em modo morno não chegou para aquecer a fria noite.

Benjamin Clementine foi o herói da noite e do festival. Descoberto no metro de Paris. Uma voz fenomenal que nos conquista. “At Least for Now” acabou de receber  o Mercury para o melhor álbum do ano de um artista britânico. “London”, “Adios” são algumas das músicas que não esqueceremos. Inseparável do seu piano, algumas músicas tem a companhia de um baterista.

O segundo dia começou com Jenny Hval no S.Jorge. Uma boa voz, mas com divagações a mais. A britânica Geórgia cheia de energia agarrada a uma bateria foi uma das surpresas do festival. O punk está vivo.

Os portugueses Da Chick tiveram o tanque cheio. Peaches era a seguir e não abundavam alternativas. O Funk português está em alta. Teresa de Sousa fez transbordar o tanque com a sua energia.

A canadiana Peaches veio apresentar o seu novo álbum “Rub”. A sua presença em palco (neste caso uma mesa) já é um marco. O cariz sexual marca a sua actuação com mudanças de roupa ao vivo. A idade não lhe pesa.

O festival termina com Patrick Watson. Traz um álbum novo na bagagem (“Love Songs For Robots”). Música calma que encheu o coração do coliseu.

O balanço destes 2 dias não pode ser positivo. Um cartaz que perdeu qualidade em relação a anos anteriores e sem grandes motivos para relembrar. Benjamin Clementine foi mesmo a excepção. Géorgia uma agradável surpresa que deveria ser no plural.

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007 Spectre de Sam Mendes


007007, o agente mais famoso do mundo está de volta para a sua 24º aventura. Daniel Craig interpreta a personagem pela 4ª vez. Será a última? Sam Mendes continua como realizador.

O prólogo passa-se na cidade do México. É o dia dos Mortos. Uma festa popular que anima por completo as ruas desta cidade. A presença de Bond (Daniel Craig) não é apenas turística. Procura desmantelar a sociedade secreta Spectre.

“M” (Ralph Fiennes) por seu lado está abraços com o desmantelamento do MI6. Novos tempos. “C” (Andrew Scott) é a cara dessa revolução.

As Bond girl’s não podiam faltar. Monica Bellucci é uma viúva recente a precisar de apoio. Léa Seydoux filha de Mr.White (vilão no Quantum of Solace) vai ser uma preciosa ajuda para Bond conseguir cumprir a sua missão. Christoph Waltz como vem sendo hábito é o vilão de serviço.

Daniel Craig trouxe de novo a glória a 007. Um novo filme traz expectativas altas. Desta vez o resultado ficou um pouco aquém do esperado. Uma história que pretendia reunir vilões anteirores devia ser mais consistente. Não faltou glamour, humor, vodka Martini e o Aston Martin. Sam Smith foi o intérprete escolhido da banda sonora.

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21º Super Bock Super Rock – dia 2


superbocksuperrockpeqO regresso dos Blur aos palcos trouxe-os a Portugal em 2013. O restante cartaz não estava suficientemente atractivo. O inesperado aconteceu e foi possível por um dia ver o regresso do festival a Lisboa.

Parque das nações, é o local escolhido. Meo Arena e o pavilhão de Portugal receberam 2 dos 4 palcos do festival. Tornou-se mais próximo e acessível.

Savages já são uma presença assídua em Portugal. Forte presença em palco, garante sempre um bom espectáculo. Desta vez já com algumas músicas novas (“I Need Something New“). Aguardamos com expectativa o sucessor de “Silent Yourself“.

Jorge Palma e Sérgio Godinho juntaram-se na Meo Arena para revisitar o reportório de ambos. A sala não encheu. Merecia outra envolvência, mas foi com agrado que ouvimos os temas mais emblemáticos. (“Dá-me Lume”, “Portugal, Portugal”) mexeram com o público.

Bombay Bicycle Club sempre muito divertidos. Os Belgas Deus, um pouco longe da pujança de outrora antecederam os Blur.

Blur a banda mais aguardada do dia. “The Magic Whip” é o trabalho que mantém a esperança de um verdadeiro regresso. A própria banda confirma-o. Um trabalho mais melódico e menos barulhento. Próximo do álbum a solo de Albarn. O público aguardava pelos sucessos e não foi defraudado. Go Out do novo álbum foi o tema de abertura. As canções do novo trabalho foram surgindo intercaladas. Parklife permitiu ao “João” subir ao palco para dançar e abraçar os seus ídolos. Song 2, Tender, Girls & Boys entre outros permitiram uma empatia total como o público. Uma banda com mais de 20 anos que mostrou muita energia e jovialidade. A sua qualidade e grandeza estão comprovados.

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World Press Photo 2015


world press photoA World Press Photo é uma organização sem fins lucrativos que todos os anos premeia o fotojornalismo.

A guerra na Ucrânia, o estado Islâmico, o vírus Ebola, Campeonato do mundo de futebol foram temas que marcaram o ano anterior. As tragédias recorrentes no Mediterrâneo com barcos cheios de emigrantes marcam a actualidade (2º Prémio singular de Massimo Sestini).

World Press PhotoA Rússia de Putin declarou “guerra” a homosexualidade. Perseguidos, refugiam-se em locais fechados. A fotografia vencedora (Mads Nissen) mostra-nos um momento de intimidade de um casal num quarto de hotel.

As inúmeras potencialidades dos Drones, começam a ser exploradas pela fotografia. A fotografia aérea não é propriamente uma novidade, mas tornou-se mais acessível. O jogo de sombras proporcionado traz-nos fotografias de grande qualidade artística.

Apesar de considerar que houve anos melhores, merece uma visita. Fundação EDP em Belém continua a ser o espaço de acolhimento. Termina no próximo dia 24 de Maio.

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